Como se marca e o que se passa num primeiro encontro?
Há muitas formas de o fazer. Um cenário possível é assim. Admitam que recebem uma resposta ao vosso anúncio que vos interessa. Depois de mais uma ou duas trocas de e-mails para esclarecer um ou outro detalhe, mostrem claramente o vosso interesse em conhecerem o casal e combinar um encontro entre os casais. Como toda a gente hoje tem telefone essa combinação, se não for feita por e-mail, deve ser feita por telefone. Pelo telefone falem sempre os quatro. Marquem o primeiro encontro para um local neutro e público, como um bar, um restaurante ou um café. Descrevam sumariamente como irão vestidos e que aspecto têm a fim de serem facilmente reconhecidos. Se o encontro for num local como numa rua, praça ou esquina e no qual o reconhecimento é feito pelas as características do automóvel, troquem informações sobre a marca/modelo do carro, a cor e a matricula. Dez minutos antes do encontro telefonem para o telefone do casal a dizer que estão a caminho e indiquem se vão ou não chegar a horas. Esta chamada permite avaliar se o outro casal também está a horas, se vos vai dar uma seca ou se, pelo contrário, não vai sequer aparecer. Se o encontro for na rua com o reconhecimento pelos carros, assim que detectarem o automóvel visado, façam um sinal de "olá" com a mão, estacionem e saiam do automóvel. O outro casal naturalmente fará o mesmo. Cumprimentem-se e apresentem-se uns aos outros e não percam muito mais tempo por ali. Rumem de imediato, em carros separados ou não, para o local previamente combinado para tomar um copo, um café ou jantar. Para os casais iniciados estes momentos são de grande tensão. Chegar ao seu próprio carro e poder descontrair um pouquinho e comentar com o seu parceiro as primeiras impressões é muito bom. No bar ou à mesa do café ou do restaurante, ajam naturalmente. Todos sabem porque estão ali. Tratar-se por tu é meio caminho andado para quebrar o "gelo". Lembrem-se que nesse momento todas as pessoas envolvidas estão a observar-se mutuamente e a absorver o máximo de informação para a aferir com a sua sensibilidade. De início falem de trivialidades. Apresentem-se, digam o que fazem, falem do tempo, da praia, de qualquer coisa mais ou menos neutra que permita à conversa fluir e os ajude a superar os momentos iniciais, que são os mais difíceis a passar. Ninguém vai dizer naquele momento "bute, bora meus, vamos prá cama....". Também ninguém vai começar ali aos beliscões e aos apalpões ou com atitudes menos próprias. Por isso relaxem e deixem instalar algum conforto entre todos. A pouco e pouco, se houver empatia, verão que o clima tende a desanuviar-se e as coisas aligeiram-se.